Mais de uma semana depois do jogo dos Vidreiros naquela localidade da freguesia da Maceira, só agora consigo voltar a este espaço.
A azia tem sido tanta, tanta, tanta... É que o clube do meu coração foi ROUBADO de forma escandalosa.
Estivemos a ganhar 1-0, desde os 5 minutos, com uma grande frangalhada de João Ramurcho após excelente jogada pela direita de Paulitão, que colocou na área, onde Chicote rematou ao poste e a bola veio para o pescador da Maceirinha, que em vez de agarrar a bola, acabou por a atirar para as redes... parecia que estava à pesca e o carapau a escapar para as redes... foi só rir.
O Papa João Paulo foi expulso ainda antes da meia-hora de jogo, só porque teve o displante de se chegar a menos de um metro de um atletazinho da equipazinha da Maceirinha.
Aguentámos e pelo meio, Chicote ainda teve um lance isolado que não conseguiu colocar na galinheira da equipa da casa.
Após o intervalo e o assalto ao bar da colectividade local, onde derrubámos umas centenas de minis, voltámos para a segunda parte e rapidamente um atletazinho da equipazinha da Maceirinha fez falta para amarelo, que era o segundo. O miúdo agradeceu e foi encostar-se aos pilares ao pé dos balneários, a deliciar-se com a superioridade da equipa da metrópole, ou seja, a aprender como se trata a redondinha. O miúdo, parecia tontinho de boca aberta a ver a classe dos Vidreiros...
A segunda-parte só teve um sentido, o da baliza de João Ramurcho. Paulitão parecia possuido, o miúdo corria mais com bola que toda a equipa contrária sem ela... mas é verdade que esta mania de obrigar os jogadores da bola a jogarem de chuteiras, complica a vida de alguns pacóvios, como são os chaparros da Maceirinha, que só ao domingo de manhã costumam calçar umas tamancas naqueles presuntos e é para ir à missa.
Vitinhogol foi claramente derrubado na área e o árbitro nada assinalou. Guedesinho ficou isolado, rematou forte à barra...
Nas redondezas do campo de jogos já se dizia... "Não marquem não...".
Sim, porque lá não há lugar para a assistência. Há lugares nas redondezas das quatro linhas onde se consegue ver os jogos, porque aquilo não tem bancadas, nem peão, nem nada que a civilização moderna já tenha decifrado... parece uma arena romana... não só pela disposição do público, como também porque lá dentro, os gladiadores que visitam aquela terrinha, têm que se livrar das entradas bárbaras e selvagens das feras que andam vestidas de camisola azul e branca.
O Apitador tremia que nem "vara verde", tais eram as ameaças que vinham da assistência nativa (entenda-se: daquela terrinha). Um adepto local, que parecia uma Dorna com agrafos nas orelhas, que ao que me disserem durante esta semana, tem a mania que é o mais mau dos mauzões, auto-intitulado Cao Tigre... uiiii, que medo. Bem, o Dorna com agrafos nas orelhas e banha de porco na gadelha, pentedada para trás... queria comer o fiscal de linha. O qual dizia, em pânico "tem dó de mim, que eu sou o pai dos sete enteados do Apitador deste jogo... tenho que continuar a dar sustento à patroa dele...".
Quatro minutos depois dos noventa, quando já ninguém acreditava que os Vidreiros não ganhássem, eis que o Apitador inventa uma falta a mais de 30 metros da baliza dos Vidreiros... O jogador dos Vidreiros, Bailarino, desarma limpinho um enganador atletazinho da equipa da casa. Na marcação do livre, o Sôpresidente da ACRM bate mal na bola, engana-se pela primeira vez e, sem querer, atira de forma indefensável. Soneca Salgueiro ainda toca no esférico, mas a put.... da bola entrou na nossa baliza.
Depois de ainda invadirem o campo de jogos e o Apitador ter que ir acudir ao fiscal... eis que sete minutos depois dos noventa, numa altura em que os jogadores dos Vidreiros já deviam estar, a acabar de apertar os atacadores dos sapatos, depois de terem tomado banho e os da casa a partilharem com o seu horrendo público o cheiro de sovaco, eis que o Apitador vai na finta de mais um enganador local, que à entrada da área dos Vidreiros se atira para cima de um defesa da equipa da metrópole... pasme-se, o Apitador apitou livre para a equipa local.
No meio da confusão o Sôpresidente engana-se pela segunda vez, dá um chutão forte. Nelsão tenta desviar-se, mas leva com a bola na cabeçona e faz golo, perguntando-se ainda hoje, como é que fez aquilo... Mas pronto.
O Apitador, aliviado, assim que viu a bola entrar pela segunda vez na baliza dos Vidreiros, apitou de pronto para o final daquela farsa... nem deixou a bola ir a meio-campo.
No final... pensei assim: "bolas que estes arruaceiros fazem mais barulho que 100 porcos num chiqueiro... ah pois, foi isso mesmo que eu estive a ver na últimas duas horas".
Depois de uma semana a rennies para a azia e com uma indisposição tal que me impedia de passar da 12ª mini, eis que caí na real e os oito golos de ontem sobre essa potência do futebol distrital, que é o Turquel, cinco deles de Vitinhogol me obrigam a dizer: "Bem dita a terra que nos deu aquela miúdo... a Maceirinha".
Entretanto, tal como a lógica obriga, em Vieira de Leiria, o Relvado sintético Municipal da Marinha Grande, situado naquela freguesia marinhense, recebeu um jogo desequilibrado entre uma equipa de jogadores da bola e outra de trauliteiros, vai daí, o Industrial Vieirense deu três na pá à ACR Maceirinha.
Curioso, a equipazinha daquela localidade da freguesia da Maceira levou meia-dúzia em Picassinos e três na Vieira... em casa ganhou a estas duas equipas, com ajudas de todos os lados... nomeadamente dos apitadores, que têm um buraco ao fundo das costas e como tal, têm medo de alguns selvagens que estão por ali a criar um clima de terror a tudo e todos... Os Super-Dragões ao pé daqueles fulanos, são uns anjinhos.
Isto ainda não acabou... Para mim, no dia 13 de Maio, no Outeiro da Fonte, nem que seja no último minuto de descontos e com um auto-golo, a justiça vai ser reposta e a Maceirinha vai ficar onde merece, isto porque não há divisão mais abaixo...
segunda-feira, 2 de abril de 2007
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